terça-feira, 29 de julho de 2008

"É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou? Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas." (Clarice Lispector)

TPM é uma merda...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade
inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amigo! E estou Aqui!

William Shakespeare


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Passei uns dias na roça, levando a vida de outra maneira, com mais simplicidade, isso me fez analisar o quão fúteis somos e como permitimos que o cotidiano da vida na metrópole nos cega para as coisas simples e valiosas no decorrer da vida. A agitação, o estresse, a falta de tempo nos faz passar em branco ao barulho da chuva, ao brilho da lua, a beleza de um céu azul, ao sorriso de uma criança...
Passamos despercebidos a tantas coisas simples que nossos valores se perdem e as conquistas acabam se unificando, e de verdade muitas dessas coisas “necessárias” não me fazem falta. Não preciso ter as roupas da moda, tv a cabo, o celular de ultima geração; preciso sim ter com o que me proteger do frio, ter com quem conversar sobre os filmes que vi, pessoas para quem ligar e que me telefonam pra saber se estou bem.
Nunca pensei que ter nível superior e não ser católica um dia seriam fatores de impedimento para arrumar um emprego formal.
Pois foi exatamente o que me aconteceu a uns dias, duas rejeições por esses motivos.
Não sei se os valores estão mudando ou se são as desculpas.